eclipses

 

PRÓXIMO ECLIPSE LUNAR TOTAL VISÍVEL EM TODO O BRASIL

DIAS 27/28 DE SETEMBRO DE 2015 - NÃO PERCA!

O início parcial umbral do eclipse será ás 22h07min11s no dia 27 de setembro de 2015. Ele terá o seu máximo no dia 27 de setembro de 2015 ás 23h47min07s. O final da parte umbral do eclipse ocorrerá no dia 28 de setembro de 2015 ás 01h27min03s (fuso de -3h). A totalidade terá uma duração de 01h11min55s.

“Projeto Astronomia na Escola” Covida a Todos á apreciar um espetáculo imperdível que nos será presenteado pela natureza nos próximos dias 27/28 de setembro. Trata-se do Eclipse Total da Lua  e da Super Lua (14% maior e 30% mais brilhante nesta noite especial). Você não precisará de telescópios ou outro aparato para observar o fenômeno, basta que nestes dias o tempo não esteja nublado ou chuvoso!

O Brasil será local privilegiado para observação do Eclipse Lunar Total+Super Lua  em setembro.

Nos próximos dias 27/28 de setembro o céu brasileiro será palco de um maravilhoso espetáculo da natureza! Trata-se do Eclipse Lunar Total e da Super Lua! Teremos um eclipse total com alua avermelhada na sua totalidade e para , literalmente, engrandecer mais ainda este espetáculo a Lua estará  14% maior e 30% mais brilhante. Outro eclipse com estas particularidades só será visível novamente em  2033 e o último foi visto em 1982.

Aproveitando este presente dos céus,  O  Planetário Stardust  e Observatório Astronômico de Diadema irá organizar um noite de observação e palestras relacionadas aos eclipses:  Como acorrem os eclipses Solares e Lunares e sua geometria.

Após um longo período de 33 anos, poderemos ver nos próximos dias 27/28  um eclipse lunar total + Super Lua, visível em todo o Brasil. Como se trata de evento relativamente raro, convidamos todos a apreciar este presente da natureza. Astronomicamente falando trata-se de um evento onde o Sol, Terra e Lua estarão alinhados, nestas raras ocasiões a lua adentra na sombra da Terra ficando quase que totalmente escurecida. “Quase”, pois a atmosfera da Terra não deixará que a Lua fique totalmente escurecida, e ainda guardará uma surpresa para a totalidade do eclipse, dando á Lua uma coloração avermelhada. Isto acontecerá devido a dispersão dos tons de azul e verde na atmosfera da Terra, fazendo assim, com que chegue à lua somente os tons avermelhados da luz do sol. Em uma lua cheia comum, ela nasce e se põem também em tons avermelhados, porém, neste caso, o efeito de dispersão acontece com a luz refletida na lua e não com a luz direta do sol.

Não temos eclipses lunares em todas as luas cheias, pois a órbita da lua em relação ao plano sol-terra (eclíptica) possui uma inclinação de cerca de 5 graus. Por conservação de momento angular, a direção desta inclinação não se altera então o único jeito de termos um eclipse lunar, é a lua estando na eclíptica e na linha terra-sol.

Repetição - Se as órbitas da Terra (em torno do Sol) e da Lua (em torno da Terra) estivessem no mesmo plano, teríamos eclipses solares em todas as luas novas e eclipses lunares em todas as luas cheias. Mas devido à disposição geométrica desse sistema os planos orbitais terrestres e lunares estão inclinados cerca de 5 graus. Assim, durante os 28 dias de seu giro em torno da Terra, a Lua só atravessa o plano orbital terrestre duas vezes. É a chance de ocorrer um eclipse, mas para tanto é necessário o alinhamento do Sol ao sistema Terra-Lua, o que acontece no máximo sete vezes ao ano.

O que é a Super Lua?

A Lua, em sua orbita em torna da terra, não gira em um circulo perfeito e sim em uma elipse. Isso faz com que ela esteja mais próxima ou mais afastada da Terra, dependendo de sua posição na elipse. 

Este ano a lua estará em seu perigeu exatamente na data do eclipse total lunar, isso fará com que a lua seja vista com dimensões maiores, em porcentagem 14% maior, pois estará 50.000 quilometro mais próxima, acarretando um brilho 30% maior para o observador da Terra.

Distancia media =    384.400 Km.

Perigeu = estará a 356.877 km

Apogeu = 406.000 Km

Milton P. Barros – Geógrafo físico - CREA -5068937303 – ( Centro Universitário Fundação Santo André) foi Diretor do Observatório Astronômico Municipal de Diadema é especialista em Gnomônica, Coordenador de Projetos da Sociedade de Astronomia e Astrofísica de Diadema, Coordenador do Planetário de São Bernardo do Campo, Professor e autor do “Projeto Relógio Solar nas Escolas”.


       
 O eclipse total lunar ocorre quando a Lua está toda na umbra da Terra e o parcial quando fica na penumbra. A lua aparece avermelhada no céu. Isto está associado ao fenômeno da refração, que ocorre neste caso na atmosfera terrestre. Estes tipos de eclipses podem ser vistos de qualquer ponto da Terra onde a Lua pode ser vista. A duração é de aproximadamente 3,8 horas, sendo que em menos 1,7 horas está na fase total. São mais frequentes que os solares.

O plano da órbita da Lua está inclinado 5,2 ° em relação ao plano da órbita da Terra. Portanto só ocorrem eclipses quando a Lua está na fase de Lua Cheia ou Nova, e quando o Sol está sobre a linha dos nodos, que é a linha de intersecção do plano da órbita da Terra em torno do Sol com o plano da órbita da Lua em torno da Terra.

Periodicamente, o Sol e a Lua voltam à mesma posição relativa de um dos nodos, e em consequência os eclipses se repetem a intervalos regulares. O tempo de intervalo, chamado saros, é de pouco mais de 6.585,3 dias (18 anos e 11 dias mais 8 horas, aproximadamente).

Em um ano podem acontecer no mínimo dois eclipses e no máximo sete.

 

 

Quando ocorre da Lua atravessar a penumbra e a umbra temos um eclipse lunar total, neste caso deveríamos observar a Lua totalmente escurecida pela sombra da Terra, no entanto isso não ocorre. Veremos que ao chegar à totalidade a lua passará do conhecido brilho prateado para uma coloração diferenciada podendo passar de um tom amarelo claro ao um vermelho intenso, como isso é possível?

A explicação é simples: A resposta é dada pela refração da luz solar na atmosfera terrestre. Podemos notar este efeito quando o sol se põe no horizonte, mesmo depois de não mais enxergar o disco solar continuamos a ver o céu claro com tons avermelhados ou alaranjados. Este efeito provocado pela refração da luz nas diferentes camadas da atmosfera prolonga-se no espaço e, caso a Lua fique na direção da luz projetada, torna-se possível ver o efeito da refração, logo no momento do eclipse total, a única luz que chega à superfície lunar é a que vem da refração da atmosfera terrestre.

 Astronomicamente falando trata-se de um evento onde o Sol, Terra e Lua estarão alinhados, nestas raras ocasiões a lua adentra na sombra da Terra ficando quase que totalmente escurecida. “Quase”, pois a atmosfera da Terra não deixará que a Lua fique totalmente escurecida, e ainda guardará uma surpresa para a totalidade do eclipse, dando á Lua uma coloração avermelhada. Isto acontecerá devido a dispersão dos tons de azul e verde na atmosfera da Terra, fazendo assim, com que chegue à lua somente os tons avermelhados da luz do sol. Em uma lua cheia comum, ela nasce e se põem também em tons avermelhados, porém, neste caso, o efeito de dispersão acontece com a luz refletida na lua e não com a luz direta do sol.

A coloração da superfície da Lua varia de acordo com a quantidade de poeira na atmosfera, quanto mais partículas de poeira suspensa na atmosfera maior a intensidade da cor na superfície lunar para um observador da Terra.As diferentes tonalidades que podem ser observadas num eclipse lunar demonstram o estado de saturação da nossa atmosfera com poeiras provenientes de atividade vulcânica recente ou de fenômenos meteorológicos de grande dimensão. Quanto maior for a quantidade de poeiras existentes na atmosfera, mais escuro será o eclipse, variando para um vermelho mais intenso.

O eclipse Lunar apesar de raro é um fenômeno que poderá ser observado em toda a região do globo terrestre que estiver noite.

Os locais mais indicados são áreas com pouca luz, a apreciação do fenômeno será melhor (evitando a poluição luminosa), no entanto a observação poderá ser feita de qualquer local, desde que as condições meteorológicas permitam.

Boa observação!

Milton Barros.